quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Carta a ele

"Olá.

Como estás?...Quer dizer, não quero saber. Não interessa como estou. Apenas queria-te dizer umas coisas que não te consegui dizer quando sai da tua casa.

Onde é que eu estava com a cabeça quando casei contigo? A culpa foi minha não foi? Tu não te querias casar. Mas afinal quem teve a ideia de casamento? Foste tu. Tu é que vieste com a ideia dos Casamentos de Santo António.
Mas se não gostavas de mim porque é que quiseste seguir com isto para a frente? Ok já sei que são coisas que não se explicam. Acho que tens razão. Da mesma maneira que o teu sentimento se foi, o meu também. Aliás, acho que o meu já se tinha ido à muito tempo.

Mas mesmo assim porque que disseste que me amavas? Porque que disseste que eu era a tua vida e fizeste promessas?

Tenho pena por ti. Tenho pena da mulher que tens agora ao teu lado. Ela imagina que a conversa que tens com ela também já tiveste comigo? Que também foi exactamente conversa que tiveste com todas as que tiveste antes de mim?

Afinal de contas amas quem mesmo? Tens a noção que foste hipócrita e cínico? Claro que não. Tu és burro e sempre foste (sim e fui mais burra que tu em ter acreditado em ti).

Tiveste sorte na mulher que enganaste. Se fosse outra tinhas das duas uma: um advogado a tirar tudo o que tiraste de mim ou o carro partido e os pneus furados!
Mas não. Fui muito soft, muito fofinha até. Aliás só de pensar que tenho que falar contigo para tratar de alguma merda fico agoniada. Foste a única pessoa que me fez pensar em agressão. Apeteceu-me ir ter contigo e partir esse focinho reles e nojento. Odeio-te mais do que alguma vez te amei. Odeio-te ODEIO-TE ODEIO-TE!!!!

Não te desejo sorte nenhuma! Tou-me a cagar se tens carinho por mim e pelos os meus pais!!Eu não tenho carinho nenhum por ti e pela gentinha da tua laia. Pessoas mediocres dispenso na minha vida.

Até nunca mais filho da puta!"





(desculpem...mas algum dia tinha que ser)

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