segunda-feira, 27 de abril de 2015

#1

A 1ª às vezes é difícil. E outras vezes é muito mas muito difícil. A minha profissão tem um tanto de ironia na minha personalidade, visto que eu não sou muito comunicativa e muito boa nas relações com pessoas. Mas escolhi seguir uma das profissões que é feita totalmente de relação humana, ou pelo menos é o que deveria ser prioritário. Eu sou enfermeira e é complicado. Às adoro, às vezes odeio. Tem dias que penso que fiz a melhor escolha do mundo porque tenho trabalho, outros dias penso que devia ter seguido design gráfico e não saber se vou ter ordenado no próximo mês. Tem dias que me sinto realizada mas tem outros dias que sinto que não sou valorizada pelo o que faço.

Enfim, é uma relação amor/ódio com o meu trabalho. Estou no meu segundo trabalho como enfermeira e não falo muito sobre o assunto mas não é porque esteja a odiar, é mesmo porque até gosto do que faço. Aprendi a gostar de psiquiatria como nunca pensei gostar. Mas eu não vivo para a enfermagem, eu não vivo só para o trabalho. Depois da minha 1ª experiência laboral (da qual conheci o meu ex marido) aprendi que não valia a pena trabalhar pelo o amor à camisola. Não coloco a mim nem à minha família atrás do meu trabalho. Este é importante mas mais importante são as pessoas que eu amo e eu e não há trabalho que mereça o nosso sacrifício porque no final de contas o que interessa mesmo somos nós.

Trabalho sim. Tenho interesse em aprender. Vou a formações. Leio em casa. Tento evoluir na área e gosto de ser útil e ajudar os outros. No fim de um dia (turno) sinto-me feliz e é isso que interessa.

2 comentários:

  1. O que interessa é sentirmo-nos bem com o que fazemos! E sim a família está sempre em primeiro lugar!

    ResponderEliminar