quarta-feira, 5 de outubro de 2016

...e um ano depois.

Dia 2 de Outubro fez um ano. Mas dia 5 de Outubro fez também um ano. Importante foi o 6 de Outubro que também um ano. No geral...fez agora um ano.
Mas um ano de quê?

É estupido eu sei, mas já explico. Fico sempre na duvida se devo falar sobre isto. Se fale do meu presente ou sempre no meu passado. O meu passado já foi aqui descrito e descrito, seja pela forma positiva ou negativa. Chega  a um ponto que tenho que parar de pensar no que falhou mas sim pensar no que conquistei desde 2014.
As conquistas que me refiro, não são a nível monetário ou material, mas sim a nível emocional. Parece lamechas falar sobre isto, mas é verdade. Conquistei a minha auto-estima e confiança aos poucos, coisa que vou sempre aprendendo todos os dias e consegui ser aquilo que nunca pensei ser sozinha: feliz.

Sou feliz. Raras as vezes me senti infeliz desde estes ultimas 2 anos e se o senti foi por períodos de alguma frustração mas que se dissiparam.

Portanto, nada melhor estar-se de bem com a vida e comigo mesma para conhecer o que viria a ser o meu melhor amigo, amor da minha vida, homem da minha vida, etc.

Dia 2 de Outubro fez um ano que o vi pela primeira vez. Cerca das 7h num avião da TAP, a caminho da minha primeira viagem ao estrangeiro desde à muitos anos, Amesterdão, vi-o a aproximar-se do meu lugar acompanhado por um homem mais velho (que viria a saber mais tarde que era primo). Pediram licença para se sentarem junto de mim. Obviamente que o jovem era nitidamente estrangeiro, loiro, pele clara, calças brancas e havaianas no pé. "Turista", pensei eu. "Giro", pensei eu também. Mas nada que me fizesse querer que passado uma hora depois (e o avião ainda não tinha descolado) estava eu a preparar-me para ler o meu guia turístico para Amesterdão e ouvir musica, quando o estranho jovem me pergunta se ia passar férias e se podia dar uma vista de olhos no meu livro...."Ok...porque não?", pensei eu. Pensava também eu que ficava por aqui, mas não, o jovem continuo a puxar conversa...em inglês, note-se. E note-se ainda que a minha analfebetização em inglês era grande na altura. Eu só pensava: "mas o que é que vou dizer??Se calhar é melhor ir ter com as minhas colegas! Melhor! Passar a viagem toda na casa de banho". Nada disso aconteceu. Fiquei sentada a falar com ele a viagem toda. Falamos sobre tudo!...TUDO! Ficou a saber que era divorciada, e ele solteiro, trabalhos, actividades de lazer, etc.
E o mais estranho, é que gostei! Ele deu-me um cartão com o contacto dele...mas eu não lhe dei o meu, vai-se lá saber o porque. Despedi-mo-nos já em Amesterdão, e naquele fim de semana não contactei por vergonha e porque não ia sozinha e por isso, não me sentia à vontade para o fazer.
Mas...

Dia 5 de Outubro, quando regressei a Lisboa, nesse mesmo dia adicionei-o no facebook. Também não era difícil encontrar, com o nome peculiar que ele tem. E na madrugada de dia 6 de Outubro ele falou comigo via chat no facebook, dando inicio à nossa história.

Pronto não foi uma paixão imediata, mas desde então temos falado todos os dias. E quando nos encontramos já sabíamos que sentíamos alguma coisa uma pelo outro, mas só quando nos voltamos a encontrar este ano tivemos a prova que realmente estava apaixonados um pelo outro.

O melhor de tudo, é que isto é só o inicio da nossa história. Saber que tenho e que ter esta pessoa ao meu lado, faz-me não só sonhar, faz-me ainda mais feliz e ele faz sobressair o melhor que há em mim. Em português, em inglês ou em holandês.



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